quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Fortaleza Destruída

Ao fim do encontro
Apenas uma certeza ficou
Quem de tanto desencontro
O seu amor por mim findou
Doeu aceitar essa verdade
Mas seguir enfrente foi o que restou
E me apeguei a outras responsabilidades
Para afastar da minha mente o seu amor
E deu certo por muito tempo
Mesmo sabendo que feliz de verdade não estava sendo
As feridas cicatrizaram, e o amor virou amizade
Pelo menos até hoje, até descobrir a verdade
Seu amor por mim não acabara
Foi por raiva e insegurança que ao nosso amor você renunciava
Mesmo o sentindo pulsar em seu peito, e você ver ele se transformar em lágrima
Criei uma fortaleza, alicerçada na certeza do seu desamor
E agora que sei que ele existia
Volta a sangrar o peito, e a brotar as lágrimas da minha dor.

Affonso Soares

28/09/2013

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A Dança

Meu amor minha euforia
Quero viver com você
Todos os momentos dessa dança
Que se chama vida.

Baila comigo
Como um amigo
Empresta teu ombro
Pros causos sofridos

Sapateie comigo
Como companheiro
Seguindo junto os passos
Dos trotes ligeiros

Balance comigo
Como meu homem
Firmeza e alteza
Dentre outros galantes

Mexa-se comigo
Como um amante
Que enlaça a cintura
No som galopante

Gire comigo
Espose minh’alma
Torne – se assim
 Meu par nesta valsa

Meu amor minha euforia
Quero viver com você
Todos os momentos dessa dança
Que se chama vida.

Carol Santos

04/10/13

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Memórias

Começo a suar frio
O coração bate acelerado e descontrolado
As mãos começam a tremer
Sinto que a qualquer momento vou voar
Os pés parecem caminhar sobre nuvens
Eis que você surge
Linda como a aurora de um dia frio
E com um sorriso capaz de derreter a maior calota polar
Eu me levanto, dou um sorriso bobo
Ao buscar conforto em seus braços
Transpasso seu corpo como se fosse uma miragem
Sem entender olho pra trás e me vejo sentado
Estranhamente os olhares se cruzam
E acordo sem querer ser trazido de volta
Bastou um olhar para entender que
Você vai continuar vivendo apenas em minhas memórias.
Affonso Soares
10/07/2013


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O Beijo

Tão inocente era a boca que me beijava
Tão doce era o lábio que se encostava
Tão ardente era a mordida que eu dava
Tão excitante era a respiração que ofegava
Tão palpitante era a emoção que aflorava
Tão abundante era o amor que começava.


Carol Santos

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ferida

Aos poucos a dor se vai
E sinto que com ela algo mais está de partida
Então a procura daquilo que me falta
Percebo que não acho mais a ferida
Aquela mesma, que se abriu com a sua partida
Como pode uma coisa que poderia me fazer feliz
Tanta tristeza me trazer
Pois sei que se a ferida se vai
Com ela vai o pouco que restava em mim de você.
Affonso Soares

20/08/2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Chama Sem Brasa


A primeira vez que vi a chama da paixão queimar
Fique fascinado e o seu calor me fez delirar
Desde e então pautei meu caminho
A esse encontro consumar
A espera foi árdua
E mais fria do que pudera imaginar
Até que você surgiu
E fez o frio me abandonar
A chama cresceu rápido
Fazendo meu coração inflamar
Trazendo-me uma felicidade
Que nunca pensara desfrutar
Com o fim das chamas da paixão
Sobram os braseiros do amor
E como não tem a mesma beleza
Não me interessei pelo seu sabor
Tolo fui eu, ao não cultivar minhas brasas
Pois sem amor, a beleza de qualquer paixão se acaba.
Affonso Soares

26/07/2013

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Insaciáveis


Estamos buscando uma saciedade instantânea e fantasiosa,
Às vezes na cama,
Às vezes no drama,
Às vezes na prosa.
Seguimos famintos, sedentos e abstinentes,
Por dias felizes, amores de volta e novos presentes.
Criamos problemas, armamos esquemas,
E gostamos de ler sempre os velhos poemas,
Um grande teatro de cores diversas,

Onde moram as palavras por hora dispersas.
Thiago Mendes